trabalho, às vezes até mais de que uma vez durante um dia normal. No dicionário a palavra ponte significa “construção que permite interligar ao mesmo nível pontos não acessíveis separados por rios, vales, ou outros obstáculos naturais ou artificiais”.
Todas as pontes têm essa função, no entanto algumas fazem mais do que simplesmente ligar pontos que não estão acessíveis, têm histórias mágicas que merecem ser contadas. Hoje vou contar a história de uma dessas pontes…
Todas as histórias começam por era uma vez, e esta não será excepção…Era uma vez um sultão Turco que decidiu mandar construir uma ponte para substituir uma velha ponte de madeira pouco segura.
O arquitecto encarregue de desenhar a nova ponte decidiu não fazer apenas mais uma ponte, igual a tantas outras, decidiu fazer uma obra que ficasse na história, apesar de estar ameaçado de morte caso a construção não fosse sólida.
Após 9 longos anos de construção, ficou finalmente concluída em 1566 ou 1567. Uma das lendas conta que quando a colossal ponte foi concluída o arquitecto preparou o seu próprio funeral para o caso da estrutura entrar em colapso.
Quando finalmente foi retirado o último andaime, tinha o maior arco feito pelo homem, sendo considerada uma das maiores obras de arquitectura do seu tempo, havendo quem a descrevesse como “um arco-íris arco subindo para o céu, estendendo-se de um penhasco para o outro”.
Graças à ponte, uma aldeia desenvolveu-se durante 427 anos, espraiando-se pelas duas margens do rio esmeralda outrora intransponível, tornando-se mais do que um mero ponto de passagem e convertendo-se na cidade de Mostar (Guardiões da ponte). Com o tempo outros monumentos imponentes surgiram na cidade, e outras pontes ligaram as duas margens do rio. Porém, todos os olhos se concentravam na construção que deu origem à cidade, como se a velha ponte fosse de facto o seu coração, unindo todos os que a habitavam, acolhendo nos seus parapeitos sobre o rio crianças que brincavam atirando pedras ao rio, amigos que se encontravam para colocar a conversa em dia, adolescentes atirando-se ao rio em busca de fama e prestígio e casais de namorados faziam juras de amor eterno, fossem eles Croatas, Bósnios Muçulmanos ou Sérvios, enquanto o belo rio esmeralda corria por baixo da ponte, indiferente a todas.
Durante séculos, a cidade viveu em comunhão com a ponte, formando uma comunidade pacífica, unida e próspera.
Até que…Num triste dia para a humanidade, a bela ponte sucumbiu face ao ódio humano pelo que é belo, na manhã do dia 9 de Novembro de 1993.

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