A nossa vida, desde que nascemos até ao último suspiro é feita de uma série de acontecimentos que provocam reacções em cadeia. A vida é feita de vivências, momentos inesquecíveis, pessoas insubstituíveis, amor, desafios, paixões, desejos, ambições, viagens, dor, sofrimento, luto, luta, desejo, memórias e sonhos. Tudo isso faz parte do eu de todos nós e das vidas dos que nos rodeiam, criando uma odisseia sem fim. Este blog é o relato da minha odisseia.
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9 de novembro de 2022
Ninguém é substituível
Há quem insista em dizer que os animais de estimação são apenas animais, e que ninguém nem nada é insubstituível. Tenho ouvido isto muitas vezes ao longo da vida. Não podem estar mais errados!
Hoje, dia 9 de Novembro de 2022, será provavelmente o dia em que vamos ter de nos despedir do nosso gatinho Jimmy. Têm sido dias e horas muito duros, porque o Jimmy é um animal, mas é também muito mais que isso, é um amigo e um membro da família, de quem hoje nos vamos ter de despedir à hora marcada...
Têm sido 9 anos muito bons na companhia dele, 9 anos em que crescemos e evoluimos como casal, sempre na companhia dele, praticamente todos os dias do ano, e de forma incondicional. O Jimmy acompanhou os nossos dias, as nossas alegrias, tristezas, saúde, doenças. Ele tem estado sempre lá para nós, amando-nos de forma incondicional, dando-nos turrinhas, ronronando, miando ou apenas estando presente, muito mais que a maioria das pessoas que nos rodeiam.
Como é que a presença dele é substituível? Eu não consigo conceber um substituto para o nosso Jimmy. Não há, não existe, nunca existirá, porque ele é único e insubstituível.
Quem verdadeiramente gosta de animais sabe o que sentimos. Uma tristeza enorme por vermos partir o nosso amigo, e sabemos que não há nada nem ninguém que vá ocupar o vazio deixado pela partida do nosso leãozinho preto e branco...
28 de agosto de 2013
Eu tenho um sonho, cinquenta anos depois
Passam hoje 50 anos desde que Martin Luther King discursou em Washington, para uma multidão que se reuniu para se manifestar contra a segregação racial dos estados sulistas dos EUA.
Para muitos milhões de americanos reprimidos pela segregação que as leis raciais impunham, este discurso histórico foi um raio de esperança na sua luta pela liberdade e igualdade.
Graças a grandes homens e mulheres humanistas como Luther King, Ghandi, Nelson Mandela, Rosa Parks e Kate Sheppard, que lutaram contra leis que restringiam a sua liberdade e a dos seus, contra a intolerância de seres humanos por seres humanos e a injustiça, o nosso planeta tornou-se um lugar mais justo.
Cinquenta anos depois de Luther King ter proferido estas palavras, fica uma reflexão, o que mudou? O que falta mudar para tornar este planeta um sítio mais justo, fraterno, igualitário, humano? Devemos continuar a sonhar e a lutar por um mundo mais justo, fraterno e humano ?
Quando paro para olhar, apercebo-me de que falta muito, muito mesmo. Esta é uma tarefa que não tem fim, e provavelmente nunca terá. Mas hoje, quando cresce o sentimento de injustiça, a miséria, a intolerância, quando milhões de pessoas estão desempregadas e perdem a sua esperança, quando a corrupção e falência dos modelos de governação estão à vista e existe uma perda generalizada de valores morais e éticos, importa não esquecer as palavras deste mesmo discurso proferido à cinquenta anos:
"Não, nós não estamos satisfeitos, nem iremos estar satisfeitos até a justiça rolar como a água e a rectidão como uma corrente poderosa (...) Não nos deixemos cair no vale do desespero. Eu digo-vos, meus amigos, nós temos dificuldades de hoje e amanhã. Eu hoje tenho um sonho (...) Com esta fé vamos ser capazes de transformar as discórdias estridentes da nossa nação numa bela sinfonia de irmandade"
Nunca é tempo perdido, mesmo para os que pensam que os discursos são uma seca, deixar de ouvir este discurso poderoso e inspirador, sobretudo nos dias de hoje, por isso deixo-vos o vídeo do discurso que foi também o início do fim da segregação. Espero que sirva de inspiração a todos nós, para que nunca deixem de lutar pelos sonhos, e para que nunca abdiquemos de dia após dia, tornarmos o mundo em que vivemos num lugar mais justo e fraterno. Lembrem-se que por mais insignificantes que pareça, basta um pequeno gesto para fazer a diferença.
Para muitos milhões de americanos reprimidos pela segregação que as leis raciais impunham, este discurso histórico foi um raio de esperança na sua luta pela liberdade e igualdade.
Graças a grandes homens e mulheres humanistas como Luther King, Ghandi, Nelson Mandela, Rosa Parks e Kate Sheppard, que lutaram contra leis que restringiam a sua liberdade e a dos seus, contra a intolerância de seres humanos por seres humanos e a injustiça, o nosso planeta tornou-se um lugar mais justo.
Cinquenta anos depois de Luther King ter proferido estas palavras, fica uma reflexão, o que mudou? O que falta mudar para tornar este planeta um sítio mais justo, fraterno, igualitário, humano? Devemos continuar a sonhar e a lutar por um mundo mais justo, fraterno e humano ?
Quando paro para olhar, apercebo-me de que falta muito, muito mesmo. Esta é uma tarefa que não tem fim, e provavelmente nunca terá. Mas hoje, quando cresce o sentimento de injustiça, a miséria, a intolerância, quando milhões de pessoas estão desempregadas e perdem a sua esperança, quando a corrupção e falência dos modelos de governação estão à vista e existe uma perda generalizada de valores morais e éticos, importa não esquecer as palavras deste mesmo discurso proferido à cinquenta anos:
"Não, nós não estamos satisfeitos, nem iremos estar satisfeitos até a justiça rolar como a água e a rectidão como uma corrente poderosa (...) Não nos deixemos cair no vale do desespero. Eu digo-vos, meus amigos, nós temos dificuldades de hoje e amanhã. Eu hoje tenho um sonho (...) Com esta fé vamos ser capazes de transformar as discórdias estridentes da nossa nação numa bela sinfonia de irmandade"
27 de agosto de 2013
O lugar encantado a que chamo de terra
21 de dezembro de 2012
“Natal é tempo de paz, solidariedade, felicidade e união familiar.“
Em miúdo acreditava piamente nesta frase repetida até à
exaustão durante a época natalícia (e na existência do Pai Natal). Natal para
mim era uma palavra que me transportava para um local em que toda a família
convivia de forma salutar à mesa, numa grande sala iluminada em que uma lareira
acesa onde grossos toros de madeira crepitavam, com uma grande árvore de Natal
a um canto da sala, na qual se viam através das janelas flocos de neve a cair.
Penso que todas as crianças imaginam o Natal assim.
O meu Natal nunca foi o que imaginei. Uns anos faltou a lareira, noutros faltou a família toda à mesa e em todos os outros a neve a cair no exterior. Nunca faltaram as prendas, a mesa farta e a árvore de Natal, mas apesar de gostar de receber prendas, a verdade é que o que gostava mesmo era de brincar com os meus pais, ouvir as histórias do meu avô que me faziam rir como um perdido e em que as filhozes da minha avó eram presença constante no Natal.
Depois cresci e aprendi que o Pai Natal era uma invenção da
coca-cola, e que Natal para muitos se resume a comer desalmadamente, em clima
de paz podre, em que toleramos a presença de familiares de quem não gostamos ou
“desconhecidos” apenas por ser “Natal”, para logo a seguir pura e simplesmente
ignorarmos durante o resto do ano essas pessoas, e em que a maioria de nós anda
numa corrida desenfreada de loja em loja em busca de presentes para oferecer,
de uma árvore de Natal, de iluminações, de comida, de doces, ignorando a miséria
existente à nossa volta, e o facto de que na verdade até nem precisamos de
tantas prendas, tanta comida, tantos doces, tanto de tudo. Com tanta fartura a maioria
de nós acaba por não dar valor a nada do que é verdadeiramente importante no
Natal e em celebrar esta época. Eu fui um deles. Um Bom Natal passou a significar receber muitas prendas, os jantares de Natal deixaram de ter a magia de outros tempos e passaram a ser algo banal, e as filhozes passaram a ser apenas mais um item numa mesa farta de doces e comida, até chegar ao Natal passado e
tudo mudar ao receber a notícia de que seria o último Natal que uma das pessoas
mais próximas de mim iria provavelmente passar na sua vida…
Eu espero e desejo
que este seja mesmo o fim de um ciclo e o começo de outro, e que seja melhor
e sobretudo mais humano e mais verdadeiro, em que a palavra solidariedade não
seja apenas usada no Natal, e em que a verdadeira razão de ser do Natal
regresse, a alegria de juntar a família para confraternizar e conviver, sem
falsas hipocrisias nem materialismo desmesurado. É este o Natal que desejo para todos vós...
O meu Natal nunca foi o que imaginei. Uns anos faltou a lareira, noutros faltou a família toda à mesa e em todos os outros a neve a cair no exterior. Nunca faltaram as prendas, a mesa farta e a árvore de Natal, mas apesar de gostar de receber prendas, a verdade é que o que gostava mesmo era de brincar com os meus pais, ouvir as histórias do meu avô que me faziam rir como um perdido e em que as filhozes da minha avó eram presença constante no Natal.
Depois cresci e aprendi que o Pai Natal era uma invenção da
coca-cola, e que Natal para muitos se resume a comer desalmadamente, em clima
de paz podre, em que toleramos a presença de familiares de quem não gostamos ou
“desconhecidos” apenas por ser “Natal”, para logo a seguir pura e simplesmente
ignorarmos durante o resto do ano essas pessoas, e em que a maioria de nós anda
numa corrida desenfreada de loja em loja em busca de presentes para oferecer,
de uma árvore de Natal, de iluminações, de comida, de doces, ignorando a miséria
existente à nossa volta, e o facto de que na verdade até nem precisamos de
tantas prendas, tanta comida, tantos doces, tanto de tudo. Com tanta fartura a maioria
de nós acaba por não dar valor a nada do que é verdadeiramente importante no
Natal e em celebrar esta época. Eu fui um deles. Um Bom Natal passou a significar receber muitas prendas, os jantares de Natal deixaram de ter a magia de outros tempos e passaram a ser algo banal, e as filhozes passaram a ser apenas mais um item numa mesa farta de doces e comida, até chegar ao Natal passado e
tudo mudar ao receber a notícia de que seria o último Natal que uma das pessoas
mais próximas de mim iria provavelmente passar na sua vida…
Foi talvez o Natal mais triste de que tenho memória, mas
também aquele em que todo o clima de loucura consumista me passou completamente
ao lado, e voltou a ser o que era quando era pequeno, em que a alegria do
convívio à mesa se tornou o mais importante. Tudo o resto passou para um plano
secundário, com excepção das filhozes que a minha avó fez questão de fazer
apesar de já estar muito doente.
Um ano passou desde esse Natal triste mas verdadeiro. O meu
desejo é que este Natal que se aproxima seja também ele próximo do verdadeiro
espírito de Natal. Aparte disso queria também filhoses da minha avó, mas isso já
não vai ser possível.
Alguns dizem que dentro de horas o mundo acaba devido a ser o dia
final do calendário Maia. Outros defendem que este dia marca o fim de um ciclo
e o começo de outro, e outros dizem que vai ficar tudo na mesma.
Eu espero e desejo
que este seja mesmo o fim de um ciclo e o começo de outro, e que seja melhor
e sobretudo mais humano e mais verdadeiro, em que a palavra solidariedade não
seja apenas usada no Natal, e em que a verdadeira razão de ser do Natal
regresse, a alegria de juntar a família para confraternizar e conviver, sem
falsas hipocrisias nem materialismo desmesurado. É este o Natal que desejo para todos vós...
Votos de um Bom Natal para todos.
H.7 de novembro de 2012
O dia do antes de e do depois de
O dia 15 de Agosto de 2003 foi o
meu dia do antes e depois de. O meu dia de redenção, aquele em que regressei ao eu que tinha
renunciado sete anos antes, o dia em que finalmente renunciei a um caminho e objectivo que
apenas serviu para desperdiçar anos de vida, e o dia em que finalmente perdoei-me a mim próprio por um passado e uma memória sombria que provocou dor e sofrimento.
Tenho bem vivo na memória o dia em que uma memória reprimida surgiu do nada para me atingir em cheio. Lembro-me bem do sentimento de revolta e ódio que senti nesse momento ao recordar tudo o que se passou. Não passa um dia em que não me arrependa de traçar esse rumo que me fez erguer uma muralha em volta de mim para me proteger e me fez mergulhar numa espiral de ódio sem fim. Foram os piores anos da minha vida, dos quais apenas recordo os poucos bons amigos que me ajudaram a minorar o sofrimento que sentia.
Já passaram 9 anos desde o dia em que decidi perdoar-me a mim próprio, em que um acaso do destino me levou até este lugar ermo, onde um santuário solitário tem por companhia os carvalhos e pinheiros por onde o vento passa ligeiro e os cavalos selvagens e o gado coabitam de forma pacífica. Foi neste local solitário que tomei a decisão sensata de seguir outro rumo, e com isso finalmente reencontrei a paz interior que há muito procurava.
Nunca acreditei em coincidências nem no destino, mas hoje, quando olho para trás, sinto que talvez tivesse de passar por tudo isso para apreciar e dar valor a tudo o que tenho vivido e a todas as coisas boas e más que têm acontecido. Tudo isso me ajudou a ser mais humano, mais apaixonado pela vida, a lutar com determinação e garra e a dar mais valor às coisas simples da vida e aos valores morais pelos quais me oriento.
Não há dia que não agradeça por
regressar ao meu eu e tudo o que aconteceu a partir deste dia. O simples facto de ver o mundo de outra forma e de sentir novamente vontade de lutar por mim fizeram com que a vida ganhasse um novo sentido. Sei que por mais negro e sombrio que o futuro pareça ou por mais intransponível que pareça um obstáculo irei sempre lutar com a determinação de quem tem paixão pela vida, de quem está em paz consigo próprio e de quem reencontrou o sentido da palavra viver.
16 de junho de 2012
Insónia
Hoje custa-me adormecer, tenho a cabeça a funcionar a mil à
hora, como que alimentada por um dínamo imparável e inesgotável, apesar de me
sentir fisicamente esgotado.
Viro-me para o outro lado, ajeito a almofada e fecho os olhos, esperançado que isso ajude a fazer com que o sono finalmente chegue. Passados cinco minutos, cumpro o mesmo ritual e viro-me no sentido contrário, mas nada disso adianta. A cabeça continua a mil e os sentidos mais despertos que nunca.
Sei o que ocupa o meu pensamento. São memórias de tempos que ficaram presentes apesar de pertencerem ao passado, memórias de pessoas que partiram mas ficaram e ficarão para sempre comigo.
Sinto que lá em cima olham por mim, e quero que se orgulhem de mim, mas sei que nem tudo são motivos de orgulho na minha vida. Cometi erros, e cometerei muitos mais porque o erro faz parte do ser humano, e eu nada mais sou que humano. Tento fazer o melhor que posso e sei, mas sei que nem sempre isso basta para não errar.
Travo um duro combate comigo próprio para que não me venham as lágrimas à medida que vou tendo flashbacks de memórias de momentos que ficaram.
Após acalmar o coração, detenho-me mais um pouco. O vento frio da vai tornando a noite menos cálida. Sinto que é hora de regressar ao quarto, embora saiba que pouco irei dormir. Hoje vai ser um dia duro para os sentidos…Mas a vida é assim mesmo, e a vida continua para o melhor ou para o pior. Há que encará-la de caras e sem receios. Foi isso que aprendi com os que partiram.
Onde quer que estejas, feliz aniversário Avó.
Viro-me para o outro lado, ajeito a almofada e fecho os olhos, esperançado que isso ajude a fazer com que o sono finalmente chegue. Passados cinco minutos, cumpro o mesmo ritual e viro-me no sentido contrário, mas nada disso adianta. A cabeça continua a mil e os sentidos mais despertos que nunca.
Resolvo levantar-me e encaminho-me para a varanda. Está
uma noite calma, apenas se ouvem ao longe as corujas que piam em busca de
alimento no que resta do que já foi um dia um extenso olival.
As luzes dos candeeiros iluminam as ruas desertas de pessoas, e a ponte Vasco da Gama ilumina o Tejo ao longe. São 3 da manhã, sinto-me esgotado fisicamente mas resolvo ficar mais um pouco, absorto nos meus pensamentos.
As luzes dos candeeiros iluminam as ruas desertas de pessoas, e a ponte Vasco da Gama ilumina o Tejo ao longe. São 3 da manhã, sinto-me esgotado fisicamente mas resolvo ficar mais um pouco, absorto nos meus pensamentos.
Sei o que ocupa o meu pensamento. São memórias de tempos que ficaram presentes apesar de pertencerem ao passado, memórias de pessoas que partiram mas ficaram e ficarão para sempre comigo.
Sinto que lá em cima olham por mim, e quero que se orgulhem de mim, mas sei que nem tudo são motivos de orgulho na minha vida. Cometi erros, e cometerei muitos mais porque o erro faz parte do ser humano, e eu nada mais sou que humano. Tento fazer o melhor que posso e sei, mas sei que nem sempre isso basta para não errar.
Travo um duro combate comigo próprio para que não me venham as lágrimas à medida que vou tendo flashbacks de memórias de momentos que ficaram.
- Sentir é fraqueza, penso para comigo, mas não
acredito mais nessa frase que um dia fez parte da minha vida e da minha forma de
pensar como uma verdade inabalável, que um dia ruiu como um baralho de cartas.
Após acalmar o coração, detenho-me mais um pouco. O vento frio da vai tornando a noite menos cálida. Sinto que é hora de regressar ao quarto, embora saiba que pouco irei dormir. Hoje vai ser um dia duro para os sentidos…Mas a vida é assim mesmo, e a vida continua para o melhor ou para o pior. Há que encará-la de caras e sem receios. Foi isso que aprendi com os que partiram.
Onde quer que estejas, feliz aniversário Avó.
12 de junho de 2012
Lá vai Lisboa, com o seu arquinho e balão...

A véspera de Santo António é
para mim a melhor noite no ano inteiro para sair em Lisboa.
Esta é a noite em que reinam nas ruas de Lisboa os bailaricos na rua e nos largos, a música
pimba ecoa pela ruas em perfeita comunhão com as casas de fado que povoam os bairros tradicionais, o cheiro a
sardinhas assadas invade o olfacto e o fumo das sardinhadas faz com que as ruas estejam envoltas numa atmosfera de fumo e que abre o apetite para comer mais uma sardinha no pão, os manjericos com as quadras populares são vendidos ao som dos pregões tradicionais pelas vendedoras,
as marchas populares dos bairros com os arcos e balões desfilam ao som de cantigas populares a glorificar os bairros de onde são provenientes, os populares cartazes com os menus mal escritos com o já célebre há caracóis sem h e com o assento escrito da maneira errada fazem as maravilhas dos que passam e reparam, as ruas de Alfama, da Bica, da Mouraria e da Graça cobrem-se de flores, candeeiros de papel e luzes de
1001 cores, e as ruas, largos e becos ficam povoados de gente.
Tudo isso faz parte das festas populares e da identidade desta cidade linda e misteriosa que é Lisboa. Por tudo isto saímos à rua nesta noite para celebrar esta cidade e festejamos a vida, a amizade e o amor.
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